Início Destaques Síndrome de Hashimoto não tem cura; Dr. Kalil e especialistas explicam

Síndrome de Hashimoto não tem cura; Dr. Kalil e especialistas explicam

Endocrinologistas explicam a condição autoimune que é a principal causa de hipotireoidismo e como ela deve ser acompanhada

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Fatores de risco mais expressivos são o tabagismo e o consumo em excesso de álcool Foto: NoSystem images/Getty Images

A tireoidite de Hashimoto é uma inflamação da tireoide de origem autoimune e representa a causa mais frequente de hipotireoidismo. O tema foi abordado por Dr. Kalil no programa CNN Sinais Vitais, com a participação de Suemi Marui, endocrinologista e Chefe da Unidade de Tireoide do Hospital das Clínicas FMUSP, e Rosa Paula Biscolla, endocrinologista e professora da Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP).

Segundo Suemi Marui, o nome da doença remete ao pesquisador que a descobriu, e o sufixo “ite” já indica, em termos médicos, que se trata de uma inflamação. “A tireoidite de Hashimoto é uma inflamação da tireoide de origem autoimune”, explicou. Isso significa que, por razões ainda desconhecidas pela medicina, o próprio organismo passa a não reconhecer a tireoide como parte do corpo e começa a produzir anticorpos contra ela.

Hipotireoidismo não é consequência imediata

Embora a tireoidite de Hashimoto seja a principal etiologia do hipotireoidismo, Suemi Marui ressaltou que o diagnóstico da condição não implica necessariamente o desenvolvimento imediato da deficiência hormonal.

“Não necessariamente a tireoidite de Hashimoto causa hipotireoidismo”, afirmou. Para verificar se o paciente desenvolveu a condição, são necessários exames de sangue, especificamente o TSH e o T4 livre. Em alguns casos, o hipotireoidismo pode levar muito tempo para se manifestar, o que torna o acompanhamento médico regular indispensável.

Doença não tem cura, mas pode ser controlada

Suemi Marui foi direta ao afirmar que a tireoidite de Hashimoto não tem cura. No entanto, a condição pode ser controlada com acompanhamento adequado. A especialista alertou ainda que não existem dietas milagrosas, dietas anti-inflamatórias ou medicamentos capazes de reverter o processo autoimune.

“O que a gente faz é um acompanhamento”, destacou. O monitoramento contínuo é, portanto, a principal estratégia de manejo da doença.

Mulheres são as mais afetadas

Rosa Paula Biscolla destacou que as doenças da tireoide afetam de forma desproporcional as mulheres. “É muito mais mulher do que homem”, afirmou, com base na experiência clínica ambulatorial.

A especialista explicou que a maior prevalência feminina está relacionada ao fato de que a maioria das doenças da tireoide é de natureza autoimune, e as doenças autoimunes são, em geral, mais comuns entre mulheres. Os nódulos de tireoide também seguem esse padrão, sendo igualmente mais frequentes no sexo feminino.

FONTE: Por CNN

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