
As danças em público do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foram decisivas para a operação dos Estados Unidos que resultaram na capturara dele, em Caracas, no sábado (3), conforme o jornal americano The New York Times.
Citando duas fontes que falaram de forma anônima, o jornal afirma que além das danças, outras demonstrações de indiferença de Maduro durante a escalada de tensões entre os países, convenceram os americanos de que o venezuelano estava zombando deles.
Segundo as fontes, o líder chavista estava “tentando testar o que ele acreditava ser um blefe” de Washington.
Desde o mês de novembro, o ditador foi visto em público diversas vezes dançando uma versão remixada de uma fala dele mesmo em inglês, chamada de “Paz, sim, não à guerra”.
Ocasionalmente, o ditador usou palavras em inglês para fazer apelos e falar sobre o aumento da presença militar americana nas águas do Caribe.
Em novembro, o líder chavista dançou ao som do remix na presença de apoiadores, no palácio presidencial de Miraflores, durante a comemoração Dia do Estudante no país.
Na ocasião, Maduro convocou jovens a se conectarem com movimentos estudantis nos EUA para combater as ameaças contra Caracas.
No mesmo mês, o venezuelano cantou a música Imagine, de John Lennon, em frente a um comício enquanto fazia um apelo pelo fim da escaladas de tensões com Washington.
Já em dezembro, ele fez um discurso pedindo paz e enviou uma mensagem de Feliz Natal em inglês aos Estados Unidos.
Em seu discurso, o ditador pediu aos americanos que rejeitassem o que descreveu como políticas belicistas e de mudança de regime na América do Sul, e que “deixassem os outros serem felizes”.
“Ao povo dos Estados Unidos, Feliz Natal! Ao povo dos Estados Unidos, não à guerra — Feliz Natal! Não se preocupem, sejam felizes. Sejam felizes, sejam felizes! (Mudou para o espanhol) Sejam felizes como uma minhoca e façam com que os outros sejam felizes também.”
Na véspera de Natal, Maduro dançou com um robô de inteligência artificial ao som de uma música natalina tradicional do país, durante uma feira comercial que reuniu produtores de diversos setores em Caracas. O momento foi transmitido pela TV estatal.
A queda de Maduro
A Venezuela permanece em turbulência dias após Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores, terem sido capturados por forças americanas em Caracas.
Na segunda-feira (6), Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e porte de armas em sua primeira aparição no tribunal, em Nova York, na qual Maduro declarou: “Eu ainda sou o presidente do meu país”.
A próxima audiência está marcada para 17 de março. Nem Maduro nem Flores estão buscando fiança ou libertação imediata.
Na Venezuela, Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, tomou posse como presidente interina ainda na segunda-feira, embora o presidente Donald Trump tenha afirmado repetidamente que está no comando e não tenha descartado uma intervenção militar mais ampla no país sul-americano caso o regime não coopere.
FONTE: Por CNN




































