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Entenda o que pode acontecer a seguir na Venezuela após a captura de Maduro

Estados Unidos não descartaram uma intervenção militar mais ampla no país caso o regime não coopere

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Um manifestante pró-governo segura uma faixa com a imagem de Nicolas Maduro e a bandeira venezuelana durante um comício em Caracas um dia após a captura de Nicolas Maduro pelas forças dos EUA • Carlos Becerra/Getty Images

A Venezuela permanece em turbulência dias após o ditador Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores, terem sido capturados por forças americanas em Caracas.

Na segunda-feira (6), Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e porte de armas em sua primeira aparição no tribunal, em Nova York, na qual Maduro declarou: “Eu ainda sou o presidente do meu país”.

A próxima audiência está marcada para 17 de março. Nem Maduro nem Flores estão buscando fiança ou libertação imediata.

Na Venezuela, Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, tomou posse como presidente interina ainda na segunda-feira, embora o presidente Donald Trump tenha afirmado repetidamente que está no comando e não tenha descartado uma intervenção militar mais ampla no país sul-americano caso o regime não coopere.

Posição dos Estados Unidos

O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, caracterizou o envolvimento americano na Venezuela como uma “operação militar em andamento”, mesmo que o governo tenha afirmado que a captura de Maduro foi uma ação policial.

Ele disse à CNN que os EUA estão usando seu controle sobre a economia venezuelana como forma de pressionar o novo governo a fazer o que Trump quer.

Segundo a autoridade, a Casa Branca não descartou futuras acusações contra autoridades venezuelanas.

Qual é o plano dos EUA?

O líder da maioria no Senado, John Thune, afirmou que as perguntas sobre o cronograma para o controle dos Estados Unidos sobre a Venezuela poderiam ser respondidas nos “próximos dias”, enquanto outros parlamentares expressaram dúvidas de que Trump tenha um plano claro para o país.

María Corina promete voltar à Venezuela

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou que planeja retornar ao país o mais rápido possível. Ela disse que não fala com Trump desde outubro.

Trump e outros funcionários do governo americano rejeitaram os apelos para que Machado assuma a presidência, alegando que ela não tem legitimidade, o que gerou críticas.

A questão do petróleo

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, se reunirá com executivos do setor petrolífero esta semana para discutir a Venezuela.

Trump projetou que as empresas petrolíferas levarão menos de 18 meses para reconstruir a infraestrutura energética do país.

Washington também está planejando interceptar um petroleiro ligado à Venezuela, sobre o qual a Rússia reivindica jurisdição, segundo fontes da CNN, com o objetivo de impor seu bloqueio na costa venezuelana.

Ameaças mais abrangentes

Trump fez ameaças e avisos a outros países que considera não cooperativos.

Ele disse que poderia tomar medidas militares na Colômbia, disse ao México para “se organizar” em relação às drogas e afirmou que os EUA “precisam da Groenlândia”.

FONTE: Por CNN

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