Estado não registrou nenhuma morte pela doença na terça-feira (6). Essa é a primeira vez desde o dia 31 de março de 2020.
O Amazonas não registrou mortes por Covid-19 na terça-feira (6). Essa é a primeira vez, desde o dia 31 de março de 2020, que o estado não tem óbitos em decorrência da doença. Infectologistas ouvidos pelo G1 falam que isso é reflexo da vacinação que avança no estado. No entanto, apesar de o dado ser animador, os médicos reforçam que a pandemia ainda não acabou.
Em junho, o G1 já havia alertado para uma queda de mortes de idosos acima de 60 anos, por Covid-19, no Amazonas. Naquele levantamento, foi constatado uma redução de 78,90% entre os meses de março e maio. Na época, especialistas já falavam que a queda era um avanço da imunização no estado.
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Pela primeira vez desde o início da pandemia, Amazonas não registra mortes por Covid-19 em 24 horas — Foto: Arte G1
O presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), doutor Renato Kfouri, falou que a ampliação da cobertura vacinal no Amazonas é resultado desse primeiro dia sem mortes em decorrência da doença. Ele também ressaltou que o estado é um dos que mais avançaram no processo de imunização.
“É impacto da vacinação. Na medida em que nós vamos avançando na vacinação, e o Amazonas é um dos estados que mais já avançou, esse avançar permite com que a gente comemore esse tipo de fato. Você vai desviando a faixa etária da doença para públicos ainda não-vacinados e, obviamente, com mais jovens com risco menores de morrer a tendência das hospitalizações e mortes tende a cair”.
O infectologista Marcos Guerra também comentou o número. Segundo ele, mais de 80% do público acima de 60 anos já foi imunizado, o que garante uma redução significativa de óbitos. Isso soma-se ao fato de o estado também estar ampliando a vacinação para outras faixas etárias.
“O Amazonas tem um número expressivo de pessoas imunizadas, tanto de forma natural, que são os infectados, assim como os vacinados, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. Entre as diversas faixas etárias, acima de 60 anos, já se conseguiu vacinar com as duas doses mais de 80% dessas pessoas. Isso resulta numa menor circulação do vírus, tanto por reduzir o número de suscetíveis, assim como menor carga viral nos infectados, resultando na menor incidência de casos”.
Mas apesar do registro, Kfouri alertou para que a população mantenha os cuidados em relação à pandemia. Segundo ele, o número de casos continua alto em todo o país. Somente na terça-feira (6), no Amazonas, foram mais de 700 registros novos da doença.
“Estamos registrando 60 mil casos por dia, no Brasil. São muitos casos. Embora o desvio da faixa etária para os mais jovens diminua o risco de hospitalizações, ainda temos UTIs cheias, muitos casos, jovens que não morrem com tanta frequência, mas evoluem para formas mais graves. Então não é hora de baixar a guarda não”, ressaltou.
FONTE G1 AM





































