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Federação de Gales retira apoio à reeleição de Infantino na Fifa

Presidente da entidade tem recebido fortes críticas pelo projeto de vender participação em torneios como a Copa do Mundo

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Presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante entrevista coletiva em Istambul • 15/02/2019 REUTERS/Murad Sezer

O País de Gales anunciou que retirará o apoio à candidatura do presidente da Fifa, Gianni Infantino, para um novo mandato (2027-2031), após o fracasso de seu plano de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo.

O ambicioso plano da Fifa de captar até US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) junto a investidores privados — por meio da venda de uma participação de cerca de 20% em uma nova empresa que seria responsável por competições como a Copa do Mundo — foi abandonado na sexta-feira (31), após forte resistência das partes interessadas.

Com o abandono do plano, as atenções se voltaram para as possíveis repercussões para Infantino, cuja candidatura a um novo mandato na presidência da Fifa poderá enfrentar maior escrutínio após a iniciativa fracassada.

Falha na boa governança

O País de Gales tornou-se a primeira federação nacional a retirar formalmente seu apoio a Infantino.

“A Associação de Futebol do País de Gales confirma, por meio desta, a retirada de seu apoio à candidatura do Sr. Gianni Infantino à reeleição para a presidência da Fifa, para o mandato de 2027 a 2031”, declarou a entidade em um comunicado.

“As recentes falhas em termos de boa governança, processos, liderança, valores, gestão de partes interessadas, comunicação e bom senso nos levaram a uma situação em que o Sr. Infantino perdeu a confiança da FAW para permanecer à frente do futebol mundial. Não colocar os melhores interesses do futebol em primeiro lugar é uma falha que não podemos aceitar.”

Infantino enfrenta críticas sem precedentes depois que as confederações Uefa e Concacaf declararam, no sábado (1º), ter perdido a confiança em sua liderança.

A entidade que rege o futebol europeu — que liderou a reação negativa aos planos de Infantino e saudou a decisão de descartá-los — não confirmou as notícias da imprensa de que estaria preparando medidas legais contra a Fifa em relação ao assunto.

A Uefa informou ter enviado uma ordem de preservação de documentos, medida que impede a destruição de e-mails, arquivos ou dados quando se prevê a realização de uma investigação.

Em abril, Infantino havia declarado a intenção de buscar a reeleição para um quarto mandato como presidente da Fifa. Desde que assumiu o cargo no lugar de Sepp Blatter, em 2016, o dirigente suíço foi reeleito duas vezes sem oposição e parecia ter total controle da entidade.

Embora sua reeleição para o mandato de 2027-2031 parecesse uma formalidade, especialistas disseram à Reuters que a reação negativa à proposta fracassada revelou insatisfação entre os membros da Fifa e poderia complicar sua trajetória rumo ao Congresso de março, no Marrocos.

FONTE: Por CNN

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