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Decisão de Moraes contra Flávio gera críticas na cúpula da PGR

MPF não foi consultado antes de medida que determinou entrega de passaportes; avaliação é que investigação deveria ter sido aprofundada

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) • Supremo Tribunal Federal

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de determinar a entrega dos passaportes do Flávio Bolsonaro (PL) e proibir a saída do senador do Brasil gerou críticas na alta cúpula da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O Ministério Público Federal não foi consultado antes da imposição das medidas cautelares, determinadas no domingo (25), após a derrota do senador na eleição presidencial.

Na avaliação de fontes próximas ao PGR, a decisão foi precipitada e deveria ter sido precedida de uma investigação mais aprofundada.

O entendimento é que, embora existissem suspeitas contra Flávio, os elementos reunidos até o momento eram frágeis para justificar uma medida dessa natureza.

A fonte também questiona o momento da decisão, tomada logo após as eleições e em um inquérito considerado ainda inicial.

A avaliação é que não havia elementos suficientemente robustos para justificar a restrição à liberdade de deslocamento do senador.

Um dos fundamentos apresentados para sustentar o risco de fuga foi uma declaração de Eduardo Bolsonaro, que havia defendido publicamente a saída do irmão do Brasil caso perdesse a eleição.

Para a fonte ouvida pela CNN, a manifestação de Eduardo era juridicamente irrelevante para justificar a medida cautelar.

Na avaliação desse integrante da PGR, caso o Ministério Público tivesse sido ouvido, a manifestação provavelmente seria contrária à imposição das restrições naquele momento.

Apesar das críticas, o entendimento é que a ausência de consulta prévia ao Ministério Público não provoca, por si só, a nulidade da decisão.

Fuga pode mudar situação jurídica de Flávio

A avaliação na PGR é que a saída de Flávio do Brasil, após a determinação judicial que o proibia de deixar o país, altera a situação jurídica do senador e abre a possibilidade de decretação de prisão preventiva.

A decisão de Moraes foi tomada no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.

A Polícia Federal investiga possíveis vínculos financeiros entre o senador e empresas ligadas ao advogado, incluindo estruturas empresariais no exterior. Flávio nega irregularidades e questiona a decisão de Moraes.

FONTE: Por CNN

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