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Dívida de R$ 150 vira R$ 45 mil em esquema de agiotagem no AM, diz polícia

Operação Covil de Mamon foi deflagrada nesta quarta-feira (20) em Manaus e outros três estados. A investigação

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Delegacia Geral, sede da Polícia Civil do Amazonas. — Foto: Divulgação/SSP-AM

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) revelou que uma dívida de R$ 150 feita por uma vítima de agiotagem chegou a R$ 45 mil. O caso foi apresentado nesta quarta-feira (20) durante coletiva sobre a operação “Covil de Mamon”, que mira duas organizações criminosas em Manaus.

Segundo a polícia, os grupos são investigados por extorsão, agiotagem, homicídios, tortura, sequestro, cárcere privado e lavagem de dinheiro. Até a última atualização desta reportagem, 20 pessoas foram presas — 13 em Manaus e 7 em outros três estados.

Em outro caso, o valor cobrado por integrantes da quadrilha chegou a R$ 400 mil.

“Não se trata de simples empréstimos. São empréstimos a juros extorsivos, abusivos. Temos casos de R$ 150 emprestados que viraram R$ 45 mil de dívida. Temos casos em que a dívida progrediu para mais de R$ 400 mil”, disse o delegado Fernando Bezerra.

A operação também apura crimes de homicídio. De acordo com o delegado, já há pelo menos um caso confirmado relacionado às investigações.

Operação Covil de Mamon

A primeira fase da Operação “Covil de Mamon” foi deflagrada nesta quarta-feira (20) e atingiu os núcleos direitivo, operacional, logístico e financeiro do esquema. A investigação também conseguiu identificar o trâmite financeiro de uma das organizações criminosas investigadas.

A primeira fase da operação foi deflagrada nesta quarta-feira (20) e atingiu os núcleos direitivo, operacional, logístico e financeiro do esquema. A polícia identificou movimentações financeiras de uma das organizações que somam cerca de R$ 24 milhões.

“Nós reunimos elementos, inclusive, para mostrar os trâmites financeiros de uma das organizações investigadas que movimentou por volta de R$ 24 milhões”, declarou o delegado.

Militares presos

Dois agentes da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), já afastados de suas funções operacionais, que não tiveram seus nomes revelados, foram presos em Santa Catarina durante a operação. As investigações da PC-AM apontam que os militares integram o núcleo financeiro do esquema criminoso.

“A investigação alcança tanto os atos criminosos originais quanto destino desses valores. Então a gente consegue demonstrar que a partir dos recursos que foram obtidos nas atividades criminosas, eles empreendem ocultação patrimonial para fins de lavagem de dinheiro”, disse o delegado à Rede Amazônica.

FONTE: Por G1 AM

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