O avanço das negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia é comemorado pelo setor vitivinícola europeu.
Para Frederico Falcão, presidente da ViniPortugal, organização responsável pela promoção dos vinhos portugueses, o acordo deve tornar os vinhos mais competitivos no Brasil em comparação aos produtos do Chile e da Argentina, o que tende a impulsionar o mercado.
“Isso será muito bom para os consumidores de vinho no Brasil, que vão ter acesso a vinhos de Portugal com preços mais acessíveis, e também vai permitir a entrada de mais vinhos premium no país”, afirmou Falcão.
O presidente da Unione Italiana Vini, Lamberto Frescobaldi, ressalta a redução de tarifas e a eliminação de barreiras não-tarifárias, além do reforço na proteção do produto europeu.
“Cerca de 60% das exportações de vinho da Itália estão hoje concentradas em apenas cinco países, o que torna o setor mais vulnerável a choques econômicos e tensões políticas. A liberalização gradual permitirá maior competitividade em mercados como o Brasil e uma diversificação essencial dos destinos de exportação”, declarou Frescobaldi.
O Brasil está entre os dez países que mais importam a bebida italiana, mas Frescobaldi admite que ainda é um mercado “pequeno”, mesmo em um universo de mais de 250 milhões de consumidores na América do Sul.
Em Portugal, o cenário é diferente. O país aposta no Brasil como mercado estratégico para ampliar as vendas e ajudar a reverter a queda no consumo da bebida.
Em 2024, a produção e o consumo global de vinho recuaram para os níveis mais baixos em 63 anos, de acordo com a OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho).
Ainda assim, o Brasil foi o segundo maior importador de vinho português em novembro de 2025. As transações somaram aproximadamente 75,8 milhões de euros no mês.
A Comissão Europeia projeta que o acordo pode reduzir ou até eliminar tarifas sobre vinhos, hoje de até 35% no mercado do Mercosul, o que deve facilitar as exportações europeias para países como Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, ampliando quotas e tornando os produtos mais competitivos.
Em 2024, o comércio de vinhos entre os dois blocos movimentou 238 milhões de euros, segundo dados da UE.
FONTE: Por CNN





































