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Caso Benício: pais cobram laudo do IML quatro meses após a morte de menino em hospital de Manaus

Benício Xavier Freitas, de 6 anos, morreu após receber adrenalina na veia durante atendimento hospitalar. De acordo com a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança.

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Os pais falaram durante coletiva realizada na manhã desta quinta-feira — Foto: Karla Melo/Rede Amazônica

Os pais de Benício Xavier Freitas, de 6 anos, cobraram, nesta quinta-feira (2), rapidez na conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML). O documento deve apontar a causa da morte do menino, que ocorreu em um hospital de Manaus. A família afirma que a demora aumenta o sofrimento e atrasa as investigações.

Benício morreu em 23 de novembro, após receber adrenalina na veia durante atendimento hospitalar. De acordo com a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança. Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu.

O pai, Bruno Mello de Freitas, afirma que o laudo de necropsia, considerado essencial para o inquérito, ainda não foi concluído, quatro meses após a morte. A Polícia Civil do Amazonas pediu mais 45 dias para finalizar as investigações, prazo que também depende da análise do documento.

A defesa da família diz que a demora prejudica outras etapas do processo, como perícias independentes e pareceres técnicos.

“Nós não somos médicos, não somos juristas. Somos apenas humanos, buscando respostas para a morte do nosso filho. O que pedimos é que a justiça seja feita e que os responsáveis sejam incluídos no processo. Já se passaram quatro meses e ainda não temos um resultado concreto. Isso aumenta nossa dor todos os dias”, disse o pai da criança.

Médica é investigada por adulteração de vídeo

No dia 23 de março, a Polícia Civil do Amazonas informou que a médica Juliana Brasil Santos é investigada por encomendar e pagar pela adulteração de um vídeo para tentar justificar a prescrição de adrenalina no atendimento de Benício.

Segundo a investigação, o material foi apresentado pela defesa da médica e indicava que o erro teria sido causado por uma falha no sistema do Hospital Santa Júlia. No entanto, perícias apontaram que o vídeo foi manipulado.

Mensagens encontradas no celular da médica mostram que ela pediu ajuda a colegas e ofereceu dinheiro para a produção do conteúdo. Em áudios, segundo a polícia, Juliana afirma que precisava de alguém para editar o vídeo e diz que “amanhã vai chegar o vídeo pra mim, já alterado”.

Para os investigadores, a tentativa de fraude pode indicar dolo eventual, quando há risco assumido de causar o resultado. O caso segue em apuração no 24º Distrito Policial.

As investigações também apontam que a médica negociava cosméticos por aplicativo de mensagem enquanto atendia o menino que estava em estado crítico após receber a medicação.

Em nota, a defesa de Juliana Brasil afirmou que o vídeo é íntegro e foi produzido por uma pessoa de confiança em outro hospital que utiliza o mesmo sistema. Os advogados também negaram que tenha havido pagamento para a produção do material.

FONTE: Por G1 AM

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