Uma crise alimentar global poderá se desenvolver se o tráfego normal não for retomado em breve através do Estreito de Ormuz, alertou a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) nesta segunda-feira (13).
Proporções substanciais do abastecimento mundial de produtos necessários à agricultura – incluindo petróleo, gás natural, ureia e fertilizantes – estão atualmente bloqueados nos mercados globais, uma vez que os navios não conseguem passar com segurança pela via estratégica devido à guerra no Oriente Médio.
“É essencial que o cessar-fogo continue e que os navios possam começar a se mover para evitar o problema da inflação alimentar”, disse Maximo Torero, economista-chefe da FAO.
Ele alertou que “o tempo está passando” para evitar que esta situação se transforme em uma crise global que possa rivalizar com a causada pela pandemia de Covid-19.
“Tudo está ligado ao calendário agrícola”, afirmou. Se os agricultores não tiverem todos os recursos necessários para plantar, isso poderá causar rendimentos mais baixos, o que significa menos alimentos no futuro, alertou.
Além disso, se os países começarem a restringir as exportações de energia ou fertilizantes, isso agravará o problema, disse ele.
Qualquer restrição no fornecimento global de alimentos terá um efeito desproporcional nos países de menor rendimento e de menor dimensão, acrescentou David Laborde, diretor da Divisão de Economia e Política Agroalimentar da FAO.
FONTE: Por CNN




































